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InterJornal - PE InterJornal - PE
23/07/2010 - 11:09

Sem qualquer cuidado
Bernardo Sayão é um dos parques que estão no abandono

Jornal de Brasília

Mais um parque ecológico no Distrito Federal sofre por conta da irresponsabilidade da população. Muito lixo, entulho e até mesmo animais mortos são encontrados no Parque Bernardo Sayão. Um dos parques mais nobres, pela flora nativa do Cerrado e local de moradia de animais como micos, tatus e até eventuais visitas de animais ameaçados de extinção como o lobo guará, é conhecido pelos frequentadores do local como a "travessia da morte".

Localizado de um lado entre as QI 27 e QI 29 do Lago Sul e os condomínios Solar Brasília e Ville de Montagne, o parque serve como passagem para muitos moradores ou pessoas que vão trabalhar nos condomínios próximos da reserva. A justificativa de muitos que optam por passar no meio da reserva ambiental é a facilidade e o menos tempo que se gasta para chegar ao ponto de ônibus mais próximo do local.

Segundo Francisco Zenibergue vendedor de picolé, é mais fácil usar o caminho pelo meio da reserva do que dar a volta pela pista. "Minha rota sempre foi por aqui". Ele justificou dizendo que é mais fácil e que se anda menos. Mesmo sabendo que o local é uma área de proteção ambiental, e por ser um local propício para assaltos, ele se arrisca do mesmo jeito. Francisco relata que fica desanimado de ver tanto lixo que é jogado no local. "Já vi até uns micos passando por aqui no meio desse entulho".

A doméstica Maria Gorete Felix contou que certa passava pelo local com uma amiga quando um rapaz abordou as duas. Ela relatou que nem teve tempo de ter reação, pois o ele estava escondido e a amiga que a alertou do possível assalto. Para seu espanto, tudo aconteceu em plena luz do dia. "Ele levou tudo. Celular, carteira e até o tênis da minha amiga".

Sujeira

Assustada com tal situação, a doméstica explica que mesmo assim ainda passa pelo local pelo menos duas ou três vezes ao dia. "Isso aqui é um terror, mas eu tenho que trabalhar né", justifica. Ela Citou também que nunca viu um lugar tão sujo como o parque e disse que, em alguns dias, o mau cheiro é insuportável. "Esse entulho é da turma
dos condomínios que contratam até carroça que jogam o lixo aqui e vão embora na maior cara de pau".

Segundo a 10º Delegacia da Polícia Civil, no Lago Sul, não houve ocorrência grave de assalto no local, por esses dias. Hoje a reserva está cercada por apenas um arame que já foi violado por infratores. O local apresenta uma degradação grande e marcas no chão de possíveis carros ou caminhões que vão ao local deixar todo o entulho. Em todo o parque não há qualquer tipo de identificação que indique que o terreno é área de preservação ambiental ou área pública.

O órgão responsável pelo local, o Instituto de Meio Ambiente dos Recursos Hídricos do Distrito Federal Brasília Ambiental (Ibram) não justificou as colocações feitas pelo reportagem do Jornal de Brasília por estar em processo de mudança de sede. O retorno do atendimento normal ao público será a partir da próxima segunda-feira.

 
 
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