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Folha de S. Paulo - SP 26/06/2007 - 07:34 |
"Concordo com o que diz o empresário Jorge Gerdau Johannpeter no artigo "Infra-estrutura limita o crescimento" (Dinheiro, 24/6) -que as PPPs (Parcerias Público-Privadas) são uma importante alternativa de financiamento para projetos de infra-estrutura tão importantes para o crescimento brasileiro. Porém, o gargalo na utilização das PPPs é a falta de definição dos fundos garantidores, que hoje são um verdadeiro obstáculo para o funcionamento dessas parcerias. Ao lado das PPPs temos de fortalecer as agências reguladoras e destravar projetos que hoje estão empacados por falta de rapidez de análise na área ambiental."
Germano Rigotto, ex-governador do RS (Porto Alegre, RS)
Relaxa
"Sobre o infeliz comentário de Marta Suplicy em relação ao apagão aéreo, não concordo que tenha havido um contra-ataque machista da mídia, e tampouco considero que o passado da declarante seja um atenuante. Fernando de Barros e Silva, ao defender ferrenhamente Marta ("Estupra, mas não mata", Opinião, 25/6), parece estar míope e descasado da realidade -infelizmente como a maioria dos políticos. Marta faltou com o respeito a milhares de usuários de aeroportos, e a alegada espontaneidade, na realidade, revela imensa arrogância e descaso com o brasileiro comum."
Paulo de Tarso Guimarães (São Paulo, SP)
"Simples e brilhante o texto de Fernando de Barros e Silva de ontem. Ainda bem que resta um pouco de luz entre os que têm espaço na mídia para dar sua opinião. Não falo em nome da ideologia, mas, sim, da lógica pura. Poucos conseguem ver o óbvio de forma tão clara. É quase uma tautologia, mas... Hoje em dia parece haver lugar somente para os falsos silogismos e analogias e para os raciocínios tortuosos e maquiavélicos. E querer mostrar isso a alguns jornalistas é tão inútil quanto querer explicar o sentido da vida para uma criança de três anos."
Valéria Paz (São Paulo, SP)
"Enfim uma análise sensata de Fernando de Barros e Silva... O escorregão verbal da ministra, humana e falível como todos nós, não merece a verborragia insana do arauto apocalíptico Alexandre Garcia. Como a ministra oficializou suas desculpas pela falha cometida, caberia ao "astro" do comentarismo raivoso global também oficializar, ao vivo e em cores, os seus pedidos de desculpas pelo destempero."
Cesar Luiz da Silva Pereira (Curitiba, PR)
Segurança
"A colunista Alba Zaluar cometeu equívocos primários em seu artigo de ontem ("Guerra ou segurança?", Opinião, pág. A2). As polícias militares nem estão subordinadas ao Exército nem fazem qualquer treinamento para "uma guerra contra um inimigo interno". Bastaria ver os currículos das academias. Se os índices de criminalidade são elevados porque os policiais são militares, então a que se deve debitar o baixíssimo desempenho das polícias civis no esclarecimento dos crimes? Será por que se devem ao fato de que são civis? O problema não é a manutenção das polícias militares, mas a manutenção desse sistema esquizofrênico de dividir o trabalho policial em duas partes e entregá-las a organizações completamente diferentes, que mal se entendem, não cooperam entre si e gastam em dobro os limitados recursos públicos. Essa estrutura obsoleta precisaria ser revista para que se crie uma polícia única nos Estados, mas a covardia política e a falta de prioridade vão continuar jogando o problema para o futuro."
José Vicente da Silva Filho , coronel da reserva da PM de São Paulo, ex-secretário nacional de Segurança Pública (São Paulo, SP)
"As Forças Armadas não querem assumir uma colaboração com a polícia do Rio? Os fuzileiros não poderiam dar uma cobertura lá na terra deles, a ilha do Governador. A Aeronáutica não poderia colaborar nos aeroportos? A população agradeceria."
Antônio João Jardin (Petrópolis. RJ)
Modelo político
"Qualquer sugestão sobre mecanismos externos de controle do Legislativo é vista como golpista e em descompasso com a democracia. Porém o nível de degradação do Senado e da Câmara demonstra que não é adequado que os parlamentares investiguem os seus próprios colegas. O país precisa de uma profunda mudança no modelo político, que nada tem a ver com o que vem sendo discutido na Câmara. Chegou a hora de a sociedade civil organizada assumir o seu papel e tomar a frente desse processo."
Alfredo Caseiro (São Paulo, SP)
Questão indígena
"A respeito do artigo do jurista Hélio Bicudo sobre a questão indígena ("O Estado brasileiro e a questão indígena", "Tendências/Debates", 25/6), é importante esclarecer que, a partir dos anos 90, a assistência aos índios, antes concentrada na Funai, foi sendo pulverizada por vários ministérios, gerando grande desarticulação e desperdício de recursos. Em vez de investir na reformulação e na democratização do órgão indigenista, ajudando-o a superar seus erros do passado, partiu-se para o atual estágio de retalhamento. A saúde indígena, por exemplo, é atribuição da Funasa, como se a questão estivesse desvinculada dos problemas ligados à terra, ao ambiente e ao equilíbrio sociocultural das comunidades indígenas. O papel da Funai, hoje, é fundamentalmente servir de pára-raios para as insatisfações indígenas. O doutor Hélio Bicudo poderia usar sua influência no PT para tentar convencer o governo a salvar aquela instituição da falência."
Henrique Santos (Brasília, DF)
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